CONCURSO NACIONAL DE VINHOS ENGARRAFADOS, 11-14 MAIO 2010, ENTREVISTA COM MÁRIO LOURO, PRESIDENTE DO CONCURSO
Que novidades podemos esperar do CNVE2010?
Podemos dividir as novidades do Concurso Nacional de Vinhos Engarrafados 2010 em internas e externas.
Nas internas, realçamos a escolha, como Consultor Técnico, do Master Sommelier Ibérico João Pires, que neste momento é o Head Sommelier do Gordon Ramsay (único restaurante com 3 estrelas Michelin de Londres). Esta é uma mais valia que também se vai reflectir no Presidium do Concurso.
Por outro lado, o staff do Concurso também mudou, com a entrada do Engenheiro Agrónomo Manuel Botelho, um homem da viticultura mas com bastante experiência no vinho, pois é Presidente da APJE (Associação Portuguesa de Jovens Enófilos), e também ligado às Associações de Produtores que, de certo modo, são a nossa fonte de inscrições no CNVE.
Nas externas, a Direcção do Concurso decidiu criar um Conselho Consultivo que integra todos os nossos parceiros, desde entidades oficiais I.V.V., I.V.D.P., Viniportugal e ANDOVI, aos nossos patrocinadores. Procuramos assim congregar esforços e aproveitar sinergias que beneficiem e engrandeçam o CNVE.
Quais os objectivos a atingir em 2010?
800 vinhos em concurso, 200 provadores, 2 mesas de Júri internacionais, constituídas por Master Sommeliers, jornalistas e brokers, presididas por Enólogos Nacionais.
Queremos, assim, prosseguir o nosso compromisso de aumentar, cada vez mais, a projecção do Concurso tanto a nível nacional como internacional.
Como espera atingir esses objectivos?
Neste momento, via correio, foi já enviada uma ficha de inscrição para quase 2500 produtores, abrangendo o país, do Algarve ao Minho e passando pelas ilhas.
Até ao Concurso, em Maio, a Internet, com os blogs e as newsletters a funcionar em pleno, as revistas da especialidade e os jornais regionais, vão ser o grande veículo de transmissão para atingir todos os nossos produtores.
Queremos assim chegar a todos os produtores nacionais e dar-lhes a hipótese de participar neste, que é o maior concurso de vinhos em Portugal e o único com efectiva expressão nacional, e verem os seus vinhos justamente avaliados por um painel criteriosamente seleccionado.
Quais a mais-valias que o CNVE dá aos produtores?
Desde o início do Concurso, que tem sido nossa prioridade a abertura de portas, no mercado nacional e internacional, aos participantes do CNVE.
A parceria com a cadeia Auchan – Jumbo, permite aos produtores terem mecanismo de venda dos vinhos premiados. O Jumbo tem sido o nosso grande parceiro nesta área, abrindo as suas feiras aos vinhos premiados no CNVE e criando uma linha de entrada, desses mesmos vinhos, no seu portfolio.
Paralelamente, o facto de termos sempre conseguido trazer ao Concurso Sommeliers, jornalistas e brokers, trabalho que este ano atinge o expoente máximo, é uma forma de dar a conhecer os vinhos do Concurso a quem, efectivamente, pode “vender” vinhos portugueses, em Portugal e no estrangeiro.
Ainda neste contexto, temos vindo a reforçar a nossa parceria com a Viniportugal, tentando, cada vez mais, dar projecção aos nossos vinhos no mercado externo.
Julgo que estamos a atingir o ponto principal a que nos propusemos quando em 2007 realizámos pela primeira vez esta grande organização de prova cega.